A máquina de enxergar

A nova inteligência artificial e a filosofia da mente

João de Fernandes Teixeira

Sinopse: 
A criação do ChatGPT marcou o início de uma nova era, na qual desenvolvemos entidades semelhantes a oráculos, sem consciência, sem medo da morte e sem emoções como amor ou ódio. Esta nova etapa da tecnologia, a inteligência artificial generativa, leva-nos cada vez mais a indagar se, num futuro próximo, as máquinas suplantarão os seres humanos. Será que os seres humanos derreterão e se tornarão supérfluos nas sociedades nas quais a maioria das atividades poderá ser realizada por máquinas? Neste livro, o autor discute as questões filosóficas mais importantes da IA abordando seus aspectos éticos, seu impacto ambiental e suas implicações para o problema mente-cérebro.

  • 144 páginas
  • 1ª edição: maio de 2026
  • ISBN: 9786598888954 (livro físico)
  • ISBN: 9786598888961 (livro digital)

Sumário

Prefácio

Primeira Parte – Inteligência Artificial

1. A nova inteligência artificial

2. A máquina de enxergar

3. Inteligência artificial e mudança climática

4. Inteligência natural, inteligência artificial e cointeligência

5. Lacan e a inteligência artificial

6. Uma ética para a inteligência artificial?

Segunda Parte – Filosofia da Mente

7. A filosofia da mente no século XXI

8. Fisicalismo e consciência

Conclusão

Bibliografia e referências

Agradecimentos

João de Fernandes Teixeira


João Teixeira é descendente de uma família portuguesa que imigrou para o Brasil no início da década de 1960. Aos 17 anos, foi estudar Filosofia na Universidade de São Paulo, onde se formou, em 1977. Tendo recebido uma bolsa integral do governo brasileiro, concluiu seu doutorado na Universidade de Essex, no Reino Unido, em 1988, com uma dissertação sobre filosofia da mente. Foi pioneiro na filosofia da mente nos países de língua portuguesa, publicando mais de 20 livros sobre o novo assunto para acadêmicos e não especialistas. Lecionou em várias universidades brasileiras por mais de trinta anos. Em 1995 e 1998, foi pesquisador visitante no Centro de Ciências Cognitivas, dirigido por Daniel Dennett, na Tufts University em Boston.

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Desde sua criação, há mais de 200 anos, a psicologia nunca conseguiu definir seu objeto. Seria ele a mente? O comportamento? Ou o cérebro? Quando se falava em mente, não se sabia exatamente a que se estava referindo; quando se falava em comportamento, mais parecia se referir à biologia do que à psicologia. Foi somente no final do século passado, com a descoberta de instrumentos que podiam observar o funcionamento do cérebro in vivo, que surgiu a neurociência cognitiva. Mas qual seria o papel da atividade cerebral na determinação do comportamento? Seria ele apenas um papel causal? Neste livro proponho que a determinação do comportamento ocorre por meio de um contexto no qual a atividade cerebral desempenha o papel de uma variável encoberta, intracraniana. Essa é a proposta do neurobehaviorismo cognitivo, cujo papel exponho ao longo dos ensaios que tratam de vários temas que interessam aos psicólogos. Ensaios sobre pesquisas que realizei ao longo dos últimos 25 anos, aqui apresentadas para quem se interessar por mente, comportamento e cérebro.